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Temporada de cruzeiros prevê 179 mil turistas na Bahia; Itacaré integrou a anterior
A temporada 2026/2027 começou em 7 de outubro, em Salvador. Na anterior, 230 mil cruzeiristas passaram pela Bahia, em roteiros que incluíram Itacaré, e a atividade movimentou R$ 115 milhões.
A temporada de cruzeiros 2026/2027 começou na quarta-feira, 7 de outubro, com a chegada do primeiro navio ao Porto de Salvador. Segundo reportagem do jornal A Tarde publicada em 9 de outubro, a expectativa é que 48 embarcações levem mais de 179 mil turistas aos portos de Salvador e Ilhéus até abril de 2027.
O que está previsto
O primeiro navio foi o World Odyssey, da Star Ship, com cerca de 600 passageiros. Ao todo, estão previstas 46 atracações em Salvador e outras duas em Ilhéus. A temporada deve se estender até 9 de abril de 2027.
Para receber os passageiros, a operação reúne a Codeba, o Governo do Estado, as prefeituras e a Contermas. Segundo a reportagem, a estrutura inclui equipamentos de controle de passageiros e bagagens, detectores de metais, raio-X, sistemas de segurança e reforço das ações nas áreas portuária e urbana.
Onde Itacaré aparece
A cidade entra nessa história pelos números da temporada anterior. De acordo com dados divulgados pela Secretaria de Turismo do Estado (Setur-BA), citados pelo jornal, 230 mil cruzeiristas passaram pela Bahia entre 2025 e 2026. A conta considera Salvador, Ilhéus e operações em destinos como Porto Seguro, Itacaré e Barra Grande. No período, a atividade injetou cerca de R$ 115 milhões na economia baiana.
As fontes consultadas não informam se Itacaré terá paradas de cruzeiros na temporada que começa agora. A previsão divulgada menciona apenas os portos de Salvador e Ilhéus, esta última a pouco mais de uma hora de estrada do litoral itacareense. Quando houver confirmação de roteiros ou atracações no município, o guia acompanhará.
Efeito sobre o comércio e os serviços
A reportagem destaca que o impacto dos cruzeiros não se limita ao terminal marítimo. O passageiro que desembarca pode gastar com alimentação, transporte, compras e passeios antes de voltar ao navio, o que alcança restaurantes, bares, lojas, guias e empresas de receptivo. A hotelaria também pode ser beneficiada quando o visitante chega antes do embarque ou permanece na cidade depois do desembarque.
Na temporada 2025/2026, uma empresa de receptivo que atendia passageiros da MSC informou usar entre 12 e 20 ônibus por semana na Bahia. Os roteiros incluíam Salvador e destinos do Litoral Norte, o que mostra que o movimento pode ultrapassar as áreas próximas ao porto.
Referência nacional
Um estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV), feito em parceria com a Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos (CLIA Brasil), apontou que a temporada 2025/2026 movimentou R$ 4,76 bilhões na economia brasileira. Desse total, R$ 2 bilhões vieram dos gastos de passageiros e tripulantes nas cidades de embarque, desembarque e trânsito.
- A operação de cabotagem movimentou R$ 4,28 bilhões e esteve associada a 64.529 postos de trabalho.
- Com os navios internacionais em trânsito pelo país, o número de empregos associados chegou a cerca de 72 mil.
- Cada R$ 1 investido pelas companhias de cruzeiro movimentou R$ 3,89 na economia brasileira.
Para quem planeja viajar de navio
A publicação lembra que Natal, Réveillon, Carnaval e feriados prolongados tendem a ter tarifas mais altas, enquanto viagens fora desses períodos podem sair mais em conta. Acomodação e principais refeições costumam estar incluídas na tarifa, mas bebidas, restaurantes especiais, excursões e alguns serviços podem ter cobrança adicional.
Para o litoral sul, a leitura é a de que o turismo de cruzeiros segue como parte do calendário baiano e já alcançou Itacaré em temporada recente. Como a atividade se distribui entre portos e destinos, o resultado final em cada cidade depende dos roteiros definidos pelas companhias e dos serviços de receptivo.
Com informações de A Tarde (reportagem de 9 de outubro de 2026), Secretaria de Turismo do Estado da Bahia (Setur-BA), FGV e CLIA Brasil.