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Ponte Salvador-Itaparica tem 21 estacas cravadas para a central de concreto
Obra na Baía de Todos-os-Santos chega à 21ª estaca da central que apoiará o vão central de 682 metros; a União autorizou R$ 3 bilhões ao projeto de R$ 11,6 bilhões.
As obras da Ponte Salvador-Itaparica concluíram, na quinta-feira (22), a cravação da 21ª estaca da futura central de concreto, instalada no meio da Baía de Todos-os-Santos. A estrutura dará suporte à construção do vão central, o trecho de 682 metros que permitirá a passagem de grandes navios. A fase foi vistoriada pelo governador Jerônimo Rodrigues, segundo reportagem do jornal A Tarde de 22 de outubro.
O avanço vem na sequência da autorização de R$ 3 bilhões pelo governo federal, publicada no Diário Oficial da União. Três dias antes, em 19 de outubro, o mesmo jornal registrava 15 estacas já cravadas, o que dá a medida do ritmo recente dos trabalhos.
Por que interessa a quem viaja pela Bahia
A ponte não passa por Itacaré: liga Salvador à Ilha de Itaparica, no município de Vera Cruz. Ainda assim, é a maior obra de infraestrutura viária em andamento no litoral baiano e altera o desenho da travessia da Baía de Todos-os-Santos, ponto de partida de muitos roteiros para o interior e para o sul do estado. Por isso o guia acompanha o andamento da obra.
Os números do projeto
- Extensão sobre o mar: 12,4 quilômetros, o que a torna a maior ponte da América Latina sobre lâmina d’água, segundo A Tarde.
- Investimento total estimado: R$ 11,6 bilhões, em parceria público-privada integrada ao Novo PAC.
- Divisão dos recursos: R$ 3 bilhões da União, R$ 3,1 bilhões do Governo da Bahia e R$ 5,5 bilhões da iniciativa privada.
- Alcance previsto: integração de mais de 250 municípios e impacto sobre cerca de 10 milhões de baianos.
O que está sendo feito no mar
Para o vão central, a operação usa a Balsa Jaguaribe, equipada com guindastes de alta precisão para posicionar e fixar as estruturas no leito marinho. Outro equipamento está a caminho: o navio Tie Jian Da Qiao Zhuang 1, que partiu da China e deve chegar ao Brasil em novembro. A embarcação tem 130,5 metros de comprimento, estrutura de cravação de estacas de 156 metros e capacidade para içar até 700 toneladas.
Antes das fundações, houve uma etapa de investigação do solo marinho. As sondagens começaram em 31 de janeiro de 2024 e duraram 14 meses, do trecho raso em Vera Cruz até o canal central, onde a lâmina d’água chega a 67 metros. Foram feitos 105 furos, alguns com coleta de material a 200 metros de profundidade. Os resultados foram apresentados à comunidade acadêmica em abril de 2025 pelo Governo da Bahia, por meio da Secretaria de Infraestrutura, e pela concessionária. Segundo A Tarde, a etapa envolveu mais de 20 empresas baianas, gerou 300 empregos diretos e somou R$ 200 milhões em investimento.
O Sistema Viário Oeste
A ponte é o eixo de um conjunto maior de intervenções, o Sistema Viário Oeste:
- Em Salvador: 4,4 quilômetros de estruturas viárias, com túneis e viadutos na região da Calçada e de Água de Meninos. A conexão com a ponte será feita na área do Terminal Marítimo São Joaquim, com ligações à Via Expressa e às avenidas Jequitaia e Engenheiro Oscar Pontes.
- Na Ilha de Itaparica: chegada da ponte na região da Gameleira, em Vera Cruz, e uma via expressa de 22 quilômetros.
- Na BA-001: duplicação de um trecho de oito quilômetros entre Tairu e a Ponte do Funil, além de recuperação e duplicação de outros trechos até a cabeceira da ponte.
- Em Mar Grande: construção de uma nova variante rodoviária para desviar o tráfego.
As fontes consultadas não informam data de conclusão da ponte nem de abertura ao tráfego. O que está documentado até aqui é a execução das fundações, a liberação da primeira parcela federal e a chegada, prevista para novembro, do navio de cravação.
Com informações de A Tarde (reportagens de 22/10/2026 e 19/10/2026).