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Itacaré na Cena

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CVR Costa do Cacau completa seis anos e lembra o fim do lixão de Itacaré

Unidade entre Ilhéus e Itabuna recebeu 788 mil toneladas de resíduos desde 2020. A empresa cita sua participação no encerramento do lixão de Itacaré e o apoio a cerca de 300 catadores.

· 3 min de leitura

Praia de Jeribucaçu, Itacaré
Foto: Google

A CVR Costa do Cacau, unidade de gerenciamento de resíduos instalada às margens da Rodovia Jorge Amado, entre Ilhéus e Itabuna, completou seis anos de operação. Segundo balanço divulgado pela empresa em 21 de outubro de 2026, o aterro já recebeu e destinou 788.114,23 toneladas de resíduos que antes iam para lixões a céu aberto. Entre as áreas encerradas com participação da empresa está o lixão de Itacaré.

O que é a unidade

A CVR Costa do Cacau ocupa 75 hectares e integra o Grupo Marca, com sede no Espírito Santo. Trata resíduos de municípios, empresas e indústrias. De acordo com o balanço, a unidade tem licença do Inema e do Ibama para receber até 700 toneladas diárias de resíduos sólidos urbanos e 1.000 toneladas diárias de resíduos da construção civil. Hoje atende dez municípios do sul baiano e 71 empresas privadas da região.

A atuação se relaciona à Política Nacional de Resíduos Sólidos, que fixa diretrizes para a gestão integrada do lixo e incentiva a eliminação dos lixões.

Por que importa em Itacaré

Para uma cidade que recebe visitantes interessados em praias, trilhas e mata preservada, a destinação adequada do lixo faz parte da infraestrutura do turismo. O prefeito de Itacaré, Nego de Saronga, é citado no balanço afirmando que o fim do lixão e a parceria com a CVR "foram importantes na consolidação do turismo, que valoriza a sustentabilidade, na redução dos riscos à saúde da população e na valorização dos catadores, através da coleta seletiva e reciclagem".

Encerramento dos lixões e apoio aos catadores

O balanço descreve a participação da empresa, ao lado do poder público municipal, do Ministério Público do Trabalho e da Defensoria Pública, no encerramento dos lixões de Itacaré, Itabuna e Ilhéus. A empresa afirma ter conduzido o processo com atenção às famílias que viviam da venda de materiais recicláveis.

Entre as medidas listadas estão:

  • auxílio emergencial após o fechamento dos lixões;
  • articulação para o acesso das famílias à moradia;
  • capacitações e formações;
  • apoio à estruturação de galpões de triagem;
  • entrega de equipamentos e maquinário às organizações de catadores.

No total, cerca de 300 catadores e catadoras foram apoiados pelas iniciativas, segundo a empresa. Nos últimos três anos, a CVR também abriu espaço para que as organizações de catadores participassem de festas municipais, com ações de coleta seletiva.

Educação ambiental e mudas

Em outubro de 2023, a unidade inaugurou o Centro de Educação Ambiental, voltado a palestras, visitas e atividades de formação. Pelo programa Visitantes São Bem-Vindos, a CVR diz ter recebido mais de 1.300 estudantes de universidades públicas e instituições de ensino técnico. Já o programa CVR nas Escolas e Comunidades teria alcançado mais de 10 mil pessoas, com temas como descarte correto, reciclagem e consumo consciente.

A empresa mantém ainda um viveiro de espécies nativas da Mata Atlântica e frutíferas. Em seis anos, doou mais de 12 mil mudas a projetos de reflorestamento, em parceria com órgãos públicos, escolas e organizações da sociedade civil.

Nota sobre a origem dos dados

Os números acima constam de material divulgado pela própria CVR Costa do Cacau e reproduzido por veículos regionais. Não há, nas fontes consultadas, verificação independente dos totais de resíduos, de pessoas atendidas ou de mudas doadas.

Com informações de Diário da Bahia (21/10/2026) e Políticos do Sul da Bahia (21/10/2026).

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